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  • 30/05/2020 22:52 hora local

Descrição

Sente-se confortavelmente, 900 anos não são para serem lidos de ânimo leve.

E esta história que lhe contamos agora começou há muito, muito tempo, numa altura em que ainda íamos apenas no segundo rei em Portugal. D. Sancho I, filho de Afonso Henriques, mandou fundar, em finais do século XII, inícios do século XIII, o Hospital-Albergaria de Roque Amador, o primeiro hospital do Porto, onde, em Dezembro, abriu a Don Lopo, uma loja de roupa onde tudo é escolhido a dedo. Mas já lá vamos, porque esta história merece ser contada.

Trezentos anos após a sua edificação, em 1521, em plena época dos Descobrimentos, D. Manuel I cede o espaço à Santa Casa da Misericórdia, que, mais tarde, em 1605, o aumenta, graças a D. Lopo de Almeida, um benfeitor. Foi graças a ele que, quatro décadas mais tarde, os portuenses começaram a receber as primeiras cirurgias.

“O nome da loja é uma homenagem a este homem”, conta Paulo Ribeiro, o dono do espaço. “Este hospital deixou de funcionar quando foi construído o Hospital de Santo António [século XVIII] e passou a ser uma Casa da Roda, onde eram deixadas as crianças abandonadas. Depois, ficou muito tempo abandonado. Quando aqui cheguei, havia lixo até aos joelhos, animais mortos e estava tudo tapado com tijolo e cimento.”

Paulo passou os 11 meses seguintes a limpar. Pediu a um arqueólogo que lhe avaliasse o espaço e este percebeu que aqui tinha também funcionado uma capela. “Os nichos onde antes estavam as camas da enfermaria, passaram a ser altares”, acrescenta.

Hoje, as pedras centenárias estão finalmente a descoberto e acolhem uma loja de roupa pensada inicialmente para homem. “Eu nasci no mundo da moda e sempre tive uma relação muito próxima com esta área. Os meus pais tinham uma fábrica de confecção de roupa para senhora e uma loja aqui no Porto. Além disso, a minha mulher tem muita experiência em vendas e um vasto conhecimento quando se fala de roupa de qualidade para homem, por isso, pareceu-nos lógico abrir um espaço nosso”.

De forma a rentabilizar a dimensão da loja, de tectos altos e grandes áreas, decidiram juntar às camisas e aos fatos masculinos de marcas nacionais e estrangeiras, aos sapatos de fabrico nacional, e aos acessórios como suspensórios e lenços de bolso, peças para o guarda-roupa feminino. Nos cabides há, portanto, túnicas, vestidos e casacões grossos, e, nas vitrines, peças de joalharia e óculos de sol.

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