Município de Gondomar tenta baixar o preço da água

O Presidente da Câmara Municipal de Gondomar, Marco Martins, e o Vereador do Ambiente, José Fernando Moreira, receberam esta quinta-feira, dia 30 de julho, elementos do Movimento Cívico em Defesa dos Interesses dos Consumidores das Águas de Gondomar, numa audiência presencial na Câmara Municipal.
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on email

Executivo reuniu com o Movimento Cívico em Defesa dos Interesses dos Consumidores das Águas de Gondomar

A retirada da concessão à empresa privada Águas de Gondomar foi a principal reivindicação do Movimento Cívico na reunião com os elementos do Executivo. Perante as reivindicações do Movimento, Marco Martins refere que o município acompanha as preocupações do mesmo, considerando-as legítimas. Contudo, relembra que o Executivo enfrenta diversos constrangimentos na sua ação perante uma concessão a uma empresa privada contratualizada em 2001, válida até 2031, e quais as implicações no caso de incumprimento.

Sobre a possibilidade de assumir o ónus da redução das tarifas da água, Marco Martins salienta que não é por falta de vontade política que a Câmara Municipal de Gondomar ainda não o fez. Há questões legais que o limitam, para além do facto das opções ao nível do investimento que o Município é obrigado a tomar na sua atividade municipal: “injetar capital do Município na redução da tarifa implica suspender outros investimentos da Câmara Municipal (escolas, obras, etc…)”, afirmou.

Apesar disso, a Câmara está a trabalhar numa solução que permita reduzir a tarifa da água no concelho, nomeadamente através de um pedido de reequilíbrio das contas das Águas de Gondomar que favoreça a população. A redução da tarifa é uma preocupação do Executivo desde o primeiro dia em que assumiu funções.

Desde 2019, o Executivo tem vindo a estudar a possibilidade de pedir um reequilíbrio que favoreça os munícipes, através da procura de instrumentos legais que permitam fazer reduzir a fatura dos munícipes, em alternativa ao reequilíbrio das contas pedido à empresa.

O Presidente da Câmara Municipal sublinha a importância de um trabalho em conjunto entre a Câmara Municipal e o Movimento Cívico pela massa crítica que estes momentos podem proporcionar, esperando, através deles, reunir e debater um conjunto de soluções que possam solucionar as reivindicações dos munícipes.

Nesse sentido, o Presidente da Câmara Municipal de Gondomar pede para que o Movimento reporte as situações abusivas de casos concretos, tendo solicitado inclusive a entrega de provas documentais desses abusos, por parte das Águas de Gondomar, na CMG, de forma a que a Câmara possa exercer pressão junto das autoridades competentes.

Foram propostas, por parte do Executivo, reuniões de trabalho mais frequentes com os elementos do Movimento Cívico, estando a próxima já prevista para o próximo mês de setembro. 

Um dos assuntos terá a ver com a discussão de uma comissão de supervisão, onde esteja presente não só o Movimento e a população, mas também as várias forças políticas, para que o processo seja totalmente transparente. Com isto, o Município pretende demonstrar que está ao lado do Movimento Cívico e dos gondomarenses e que compreende as suas reivindicações.

No final da audiência, Marco Martins saiu convicto de que houve o entendimento por parte do Movimento de que não é por má vontade do Executivo municipal que a redução dos escalões não foi feita, mas sim por limitações legais, pelos contratos herdados e pelas limitações financeiras.

É, por isso, importante que os Gondomarenses estejam conscientes de que haverá sempre custos a ser assumidos, quer por via do preço da água, quer por via da redução do investimento feito pelo Executivo, de forma a que a Câmara possa assumir os custos de uma eventual redução da tarifa.

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on email

Blog

Últimas novidades no Porto

ponte-d-luis-webook