Ventiladores de Shenzhen a caminho do Porto

A cidade do Porto vai receber ventiladores, para serem usados em casos mais agudos de infecção pelo Covid-19, produzidos na cidade de Shenzhen, com certificado europeu.
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O Hospital de São João, no Porto, vai receber ventiladores produzidos em Shenzhen.

Rui Moreira, presidente da autarquia, fez saber que Macau teve um papel determinante na cooperação entre o Porto e a cidade chinesa para a importação dos aparelhos de saúde, que servirão para casos mais agudos de infecção pelo Covid-19.

No sábado, Rui Moreira dirigiu-se aos portuenses para anunciar que tinham sido estabelecidos contactos com Macau e Shenzhen no sentido de importar equipamentos de saúde.

Num vídeo partilhado na página de Facebook da autarquia, Rui Moreira referiu: “A ideia é podermos importar de Shenzhen equipamentos essenciais para podermos acudir aos infectados em situação aguda, como é o caso de ventiladores que são produzidos naquela cidade chinesa com certificado europeu”.

“Só graças à extraordinária relação que temos com o Governo de Macau, com o seu representante em Portugal, o senhor Doutor Alexis Tam, e ao facto de o Porto estar geminado, quer com Macau quer com Shenzhen, é possível esta diligência estar a ser feita”, acrescentou.

De acordo com uma nota divulgada no site da Câmara do Porto, o Hospital de São João já está na posse dos dados e das especificações dos ventiladores produzidos em Shenzhen e está também em contacto com a fábrica chinesa. “Neste momento, está já identificado o produtor que está disponível para enviar os ventiladores e outro material médico para o Hospital de São João”, lê-se no comunicado da autarquia.

Ainda, segundo a Agência Lusa, o Hospital de São João está agora a avaliar qual o número de ventiladores que são necessários. “O Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ) confirma os contactos e está muito grato pela disponibilidade de colaboração. Neste momento, estamos a trabalhar no processo para perceber as necessidades”, referiu à Lusa fonte oficial da unidade hospitalar.

À TDM – Canal Macau, Alexis Tam contou que entrou em contacto “com autoridades portuguesas a fim de dar a solidariedade do Governo da RAEM”. “Perguntei-lhes se Macau poderia fazer alguma coisa para ajudar a combater a epidemia em Portugal”, adiantou, afirmando: “No passado, os nossos amigos portugueses ajudaram-nos e agora é boa altura para nós retribuirmos aos nossos amigos portugueses”.

O chefe da Delegação Económica e Comercial de Macau em Lisboa, recordou que, “no início do surto da epidemia em Macau”, o Governo da RAEM lhe pediu que intercedesse junto do Governo português para que Macau conseguisse comprar máscaras a Portugal. “E consegui”, concluiu.

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