Serralves apresenta um fim-de-semana de Performances

“O Museu Como Performance” terá a sua 3ª edição nos dias 9 e 10 de setembro

Organizado pelo Museu de Arte Contemporânea de Serralves, “O Museu como Performance” é uma plataforma para novas práticas de performance no campo das artes visuais contemporâneas.

Esta terceira edição inclui trabalhos recentes de artistas e coletivos de Portugal, Europa e Estados Unidos, apresentados no contexto arquitetónico único do Museu e do Parque de Serralves.

O programa de performances acontece no fim de semana de 9 e 10 de Setembro de 2017.

As performances

“Arca”, a nova peça do coletivo Projecto Teatral (Portugal) que será apresentada no palco do Auditório de Serralves, situa-se entre o visual e o performativo, entre a escultura, a cenografia e as artes do tempo.

“Arca” resultou de uma co-produção com La Ferme du Buisson, em Paris, que organiza o evento “Performance Day”.

Ricardo Jacinto (Portugal) cruza música e arquitetura recorrendo ao sistema eletracústico Medusa para produzir transformações sonoras que ligam o corpo do seu violoncelo à arquitetura da sala onde o projeto é apresentado.

“Hic Svnt Dracones” (Aqui há dragões) resulta de uma encomenda ao coletivo Teatro Praga (Portugal) e vai ocupar uma galeria do Museu de Serralves com esculturas identitárias inspiradas nas teorias e práticas queer, cujas formas estão em permanente mutação.

Raúl de Nieves (México/EUA) apresenta um trabalho transdisciplinar que trata conceitos de fantasia, caos e angústia psicológica.

Ricardo Jacinto (Portugal) cruza música e arquitetura recorrendo ao sistema eletracústico

Os gestos, a linguagem e o discurso

“Acqua sfocata, utilità del fuoco, e altre risposte concentriche”, de Alessandro Bosetti (Itália), é um trabalho que toma a forma de “escultura conversacional” inspirada em várias fontes (como os gestos de condução do compositor e maestro ‘Butch’ Morris; ou as situações construídas de Tino Sehgal ou ainda o teatro encriptado de Guy de Cointet).

Para a sua apresentação em Serralves Alessandro Bosetti vai desenvolver uma nova versão deste trabalho, desta vez com um grupo de performers não profissionais do Porto.

Os gestos, a linguagem e o discurso (e os seus princípios democráticos) são o ponto de partida para os jogos de vocalização de Lígia Soares/Rita Vilhena/Diogo Alvim (Portugal) e também estão presentes no projeto “Forgetting of Air”, onde Francesca Grilli (Itália) propõe a respiração enquanto território de troca e reflexão sobre os fenómenos das migrações contemporâneas, com performers que arriscaram a própria vida em travessias do mar.

O esforço é central para as intensas performances do duo N.M.O. (Noruega/Espanha), composto pelo baterista e produtor norueguês Morten J. Olsen e pelo especialista em sintetizadores espanhol Rúben Patiño, cujo acrónimo em constante mudança incorpora música de dança, performance, percussão marcial e rotinas desportivas.

“Possibility of an Abstraction: A Square Dance”, de Germaine Kruip (Holanda) baseia-se na cultura sufi, nas danças dos Dervishes e na relação com a abstração modernista.

No fim de semana de 9 e 10 de setembro, Serralves é palco privilegiado para a performance.

Toda a informação aqui.

Alessandro Bosetti vai desenvolver uma nova versão deste trabalho, desta vez com um grupo de performers não profissionais do Porto.

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