O naufrágio do Jacob Maersk de 1975

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No dia 29 de Janeiro de 1975, às 12,30 horas, o super-petroleiro dinamarquês Jakob Maersk, embateu numa rocha quando tentava entrar no Porto de Leixões

A 29/01/1975, o petroleiro dinamarquês “Jacob Mærsk (III)” chegou de manhã à entrada do porto de Leixões com 17 tripulantes e a esposa do Comandante, contratado pelo armador “Shell Oil Company” e carregado com 80 mil toneladas de Crude proveniente de Kharg Is-land no Irão via Golfo Pérsico e Mar Mediterrâneo, com destino à refinaria petrolífera de Leça da Palmeira, a então “Sociedade Anónima de Combustíveis e Óleos Refinados, SARL” (SACOR) que tinha sido inaugurada em 1970.

Jacob Maersk antes de arder / Foto Rui Carvalho via flickr

Erro humano

Nas manobras de atracagem ao posto A do Terminal de Petroleiros do Molhe Norte do porto de Leixões durante a manhã, um erro humano terá levado o navio a aproximar-se da zona onde se encontra o rochedo submerso “Esfarrapada”, bem como os destroços do vapor Grego “Virginia”, embatendo na “Esfarrapada”, nos destroços do “Virginia” ou num banco de areia por volta das 11h30 ou 11h30.

O Jacob Maersk encalhado / Foto Rui Carvalho via flickr

Começou a entrar água nos tanques que começaram a expulsar, a partir do tanque de ventilação, crude para o ventilador da casa das máquinas.

Esses vapores originaram uma 1.ª explosão e, posteriormente, 2 ou 3 fortíssimas explosões audíveis toda a zona de Matosinhos e iniciaram entre as 12h55 e as 13h05 o incêndio que se propagou de imediato às 80 mil toneladas de crude.

A agitação popular em torno do acidente / Foto José Rodrigues via flickr

Sete mortos

O rebocador “Monte da Luz” da APDL (Administração dos Portos do Douro e Leixões) aproximou-se corajosamente do petroleiro em chamas, tendo conseguindo salvar os 2 pilotos da barra e 11 tripulantes que se atiraram para a água devido ao navio ter começado a fundar-se lentamente (dos 17 tripulantes e a mulher do Comandante, os 6 que estavam na casa das máquinas tiveram morte imediata, a maioria deles engenheiros de máquinas, e os seus corpos nunca chegaram a ser resgatados do mar, 1 morreu afogado e os restantes 11 foram salvos tendo havido 7 feridos, 4 deles gravemente queimados).

O incendo era visível a vários kms de distância / Foto Pedro Miguel via Flickr

Visível de Aveiro a Viana do Castelo

Durante as 58 horas (2 dias e 10 h) que o incêndio durou no navio e na sua área envolvente, estima-se que entre 40 e 50 mil toneladas de crude arderam no mar, entre 15 e 25 mil toneladas ficaram à deriva no mar e cerca de 15 mil toneladas deram à costa poluindo as praias num comprimento de 50 km com graves danos ecológicos e na poluição ambiental local e regional.

As chamas chegaram atingir os 100 m de altura e a nuvem de fumo espesso e preto criada foi visível de Aveiro a Viana do Castelo porque o seu cone de fumo chegou a atingir os 750 m (proporcionando uma cena dantesca a todos os que assistiram à sua longa agonia ao largo da praia de Matosinhos e arredores).

As chamas chegaram atingir os 100 m de altura / Foto Pedro Miguel via flickr

Dezenas de moradores na zona mais próxima do acidente tiveram que ser internados com problemas respiratórios devido aos fumos tóxicos, o ar tornou-se quase irrespirável em Matosinhos

O ar tornou-se quase irrespirável em Matosinhos / Foto Pedro Miguel via flickr

Um dos maiores acidentes a nível mundial

Este trágico acidente que, até 1996, esteve classificado em 12.º lugar na lista dos maiores derramamentos de crude a nível mundial: o custo da catástrofe foi estimado pela OCDE (Organização para a Cooperação Económica e Desenvolvimento) em 2,8 milhões de dólares

Este trágico acidente teve um custo estimado em 2,8 milhões de dólares /  Foto José Rodrigues via flickr

Embora os destroços do “Virginia” estejam fora do canal de navegação, tal como os do “Jacob Mærsk (III)”, eles continuam a causar perigo para a navegação que se aproxime muito da costa.

Os destroços do “Jacob Mærsk (III)” / Foto Rui Carvalho via flickr

Uma âncora do “Jacob Mærsk (III)” foi recuperada dos destroços e ficou guardada num dos armazéns da APDL em S. Gens, até que foi aproveitada para ser exposta como uma evocação do trágico acidente junto da Marina de Leça da Palmeira.

A proa do navio depois de extinto o incêndio / Foto José Rodrigues via Flickr

Quem quiser reviver o passado, poderá agora visitar os poucos restos do “Jacob Mærsk (III)” no fundo do mar seguindo as seguintes Coordenadas GPS: Latitude 41° 10.178′ N / Longitude 8° 42.066′ W.

Tipo de mergulho: Naufrágio. Experiência: CMAS. Vida marinha: Pouca; Profundidade mé-dia: 12m. Profundidade máxima: 15m. Corrente: Inferior 2 nós. Visibilidade: Inferior a 5 m. Perigos: Tráfego de barcos e redes.

A proa do navio em 1976 / Foto Rui Carvalho via flickr

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